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quinta-feira, junho 21, 2007

Carta de Amor II...


Estabeleci para a minha vida ter filhos e fazer da educação deles, da tarefa de fazer deles homens, o grande sentido do tempo que me for dado para estar aqui. Outros terão objectivos diferentes, mas foi com isto que sonhei. Quero edificar uma casa sólida que dure séculos. Nela crescerão os meus filhos e os filhos dos meus filhos... até vir a ser, com o tempo, uma bela cidade. No meu sonho, vi a miudagem correndo à beira de um ribeiro, com os olhos limpos, traquinas e alegres.
Por isso, embora sinta isto que sabes que sinto, embora sintas aquilo que sei que sentes, talvez se torne necessário dizer-te, e dizer-me, que pode não chegar o dia em que troquemos palavras de amor.
Mas esta carta pode também ser o alicerce do belo edifício que construiremos juntos e há-de permanecer para sempre.
Tens ainda tempo para vires a ser como te sonhei; tenho ainda tempo para me tornar merecedor de te ter como te sonhei.
Torna-te toda mistério e luz.
(continua...)

2 comentários:

Amaral disse...

Uma carta dele para ela, com um pedido curioso e um desejo de vida antecipadamente decidido.
Pode não haver troca de palavras de amor, o que é pena; ninguém pode ser como outro alguém sonhou...
E o tempo voa, e os edifícios rapidamente se erguem, sobem até se perderem de vista, e os alicerces ficam, fixos como rochedos... um pouco esquecidos depois...

brisa de palavras disse...

Às vezes os edificios nascem de tão pouco...cartas de amor com objectivos bem definidos na vida. Talvez estes sejam os amores com mais hipóteses de serem construidos
um abraço
brisa de palavras